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Este BLOG foi criado para publicar meus devaneios, idiossincrasias, quimeras, sonhos, paixões, gostos e desgostos, desapontamentos e esperanças, além de compartilhar com meus amigos, o que espero fazer ainda na vida, antes que "embarque na grande viagem".


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terça-feira, 20 de abril de 2010

Por que as abelhas morrem quando picam uma pessoa ?


  • O ferrão se localiza na extremidade do abdome e sua origem evolutiva está ligada a seu papel como guia no processo de postura dos ovos. Ou seja o ferrão não é nada mais do que um ovipositor modificado dos insetos. Portanto, somente as fêmeas (rainhas e operárias) possuem o ferrão. Os machos (ou zangões) não ferroam.
  • - Nem todas as espécies de abelhas ferroam. Existem alguns grupos, como as abelhas indígenas sem ferrão, e outras espécies de abelhas não sociais, que não ferroam porque possuem o ferrão atrofiado.
  • - Muitos já experimentaram uma dolorida ferroada da abelhaApis mellifera (ou abelha africanizada). A dor está associada ao efeito perfurante e, principalmente, ao efeito do veneno que é injetado. Como o ferrão se localiza na extremidade do abdome a abelha tem que curva-lo para a frente para conseguir inserir o ferrão e injetar o veneno. Para isto, seu papo, onde ela transporta o mel, deve estar vazio. Estando cheio o papo, ela teria que se desfazer de seu precioso líquido para conseguir ferroar. É por esta razão que os apicultores utilizam como artifício para manejar uma colônia a fumaça produzida por meio de um aparelho chamado fumegador. Esta fumaça, colocada na entrada da colméia antes do manejo estimula as operárias a encherem os papos com mel. Para elas, a fumaça prenuncia um incêndio e, como reação natural, enchem os papos de mel para abandonarem o local, levando o tão precioso líquido. Estando com os papos cheios, o apicultor pode trabalhar sossegado, sem se preocupar com ferroadas.
  • - O ferrão na abelha Apis mellifera é composto basicamente de um estilete perfurante serrilhado numa extremidade e de bulbos de veneno na outra extremidade. A parte perfurante é circundada por duas lancetas serrilhadas que quando em funcionamente movem-se alternadamente para frente e para trás auxiliando na penetração do ferrão.
  • - Em Apis, numa ferroada, a operária morre porque perde o aparelho de ferrão e parte de seus intestinos. Isto porque como o ferrão é serrilhado ele se agarra na pele flexível das pessoas quando ferroadas.
  • - As abelhas ferroam porque se sentem ameaçadas na colméia com a proximidade de um intruso, ou porque são importunadas, ou porque estão irritadas com as condições às quais estão submetidas como falta d'água, falta de alimento, calor excessivo, etc. Ou seja: as abelhas não ferroam sem motivo.
  • - Colônias de abelhas não podem ser importunadas. Quando localizadas em local com movimento de pessoas ou animais é recomendável que se contacte um apicultor para retira-las do local.










Fonte : http://rge.fmrp.usp.br

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Figuras inesquecíveis de Mossoró

PEDRO LEÃO

Seu Pedro Leão, como era chamado, tinha um comércio na Rua Cel. Gurgel, em Mossoró/RN.

Conta-se que Pedro Leão, em certa manhã, abriu o seu estabelecimento comercial e deu por falta de um dos seus empregados. Não deu muita importância, até que recebeu um telefonema do citado empregado faltoso.

O dialogo que se seguiu, foi mais ou menos assim:

- Seu Pedro eu não vou poder ir trabalhar hoje, pois estou preso.

- O que você andou fazendo para ser preso?

- Olha seu Pedro, eu não fiz nada não, é que os "home" cismaram comigo e me prenderam. O senhor poderia me soltar.

- Olha, façamos o seguinte, daqui a pouco eu devo chegar por aí, pois eu também não estou fazendo nada, assim quem lhe prendeu vai me prender também.

Cheio de "repentes, era assim o Seu Pedro Leão.

Como costume ele andava sempre de paletó branco e gostava de tomar umas cervejinhas, sempre guardando um palito de fósforo, para cada garrafa consumida, num dos bolsos do paletó, para depois conferir com o número de garrafas.

Um garçom, "das antigas", que conhecia este costume, esperou que Seu Pedro se levantasse e fosse ao mictório e colocou algumas garrafas secas a mais junto as que ele havia consumido. Como também sabia que ele colocava palitos de fósforo para conferir com as garrafas, colocou o mesmo número de palitos no bolso do paletó.

Na hora do pagamento da despesa, o Seu Pedro chama o garçom e pede sua conta. Este verifica as garrafas e cobra. Seu Pedro confere com os palitos do bolso e diz: "é, confere, mas vamos ver se bate com os do outro bolso". Não conferia é claro! Ele com esperteza, não confiava no garçom e fazia sua "contabilidade", vendo se "batia" com os palitos dos dois bolsos.

Confiar, desconfiando, já dizia dona Sinhazinha.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

INSTINTO MATERNO

Num zoológico na California, uma fêmea tigre deu à luz, coisa rara, filhotes triplos. Infelizmente, devido às complicações na gravidez, os filhotes nasceram prematuros e devido ao tamanho, morreram logo após nascerem.

Ao se recuperar do parto,a tigre mãe, de repente comecou a ficar fraca, apesar de que fisicamente estava bem. Os veterinários deduziram que a perda dos filhotes levou a tigresa à depressão.. Os veterinarios decidiram que se a tigresa pudesse cuidar de filhotes de outra tigresa, poderia se recuperar da depressão.

Após percorrerem todos os zoológicos do pais, a má notícia de que não existia nenhum filhote de tigre recém nascido para dar à tigresa . Os veterinários decidiram tentar algo que nunca tinha sido tentado num zoologico antes.


Algumas vezes uma mãe de uma espécie pode vir a tomar conta de uma espécie diferente. Os únicos orfãos que eles conseguiram achar, eram uns filhotes de porco.

A equipe do zoolóogico e os veterinários enrolaram os filhotes de porco em peles de tigre e os colocaram perto da tigresa.

Será que os porquinhos se tornariam filhotes de tigre ou 'costeletas' de porco ??
De uma olhada...... Você não vai acreditar !!






(Voos regulares para Mossoró-RN)

Primeira empresa aérea do Nordeste é inaugurada em Pernambuco

Publicado em 08.04.2010, às 18h09

Do JC Online

A primeira empresa aérea do Nordeste brasileiro, a Noar S/A, foi inaugurada na manhã desta quinta-feira (8) no hangar do Aeroporto Internacional dos Guararapes Gilberto Freyre. A expectativa é que os voos da companhia comecem a operar em junho a partir da liberação das linhas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

As aeronaves, de fabricação tcheca, terão a capacidade para transportar 19 passageiros com decolagens e pousos diários entre às 7h e as 22h. Durante a solenidade, houve a primeira decolagem com a participação do governador Eduardo Campos.

De acordo com o presidente da empresa, Vicente Jorge, cidades como Caruaru e Mossoró devem ganhar voos regulares e as tarifas devem ficar entre 35% a 40% mais baratas em relação às outras companhias. A Noar S/A é a 19ª empresa aérea do Brasil.

terça-feira, 6 de abril de 2010


Campanha para aumentar consumo de mel no Brasil será lançada em Cuiabá durante Congresso Nacional


Cuiabá/MT - Enquanto em países como Alemanha, Noruega e Dinamarca, por exemplo, o consumo médio anual de mel é 1,5 quilo por pessoa, no Brasil é de apenas 128 gramas. Para aumentar este consumo, uma campanha de marketing será desencadeada nacionalmente.

Cuiabá foi escolhida para o lançamento campanha, a ser feita em maio, durante a realização do 18º Congresso Brasileiro de Apicultura e 4º Congresso Brasileiro de Meliponicultura, de 19 a 22 de maio, no Centro de Eventos do Pantanal, promovido pela Federação Mato-grossense de Apicultura (Feapismat), Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), com apoio do Governo do Estado e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/MT).

Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), José Gomercindo Cunha, a proposta é inserir o produto na rede hoteleira e nas cadeias alimentícia e de cosmético.

“O mel pode ser direcionado para várias cadeias produtivas, ao contrário do tempo de nossas avós, quando era usado basicamente como medicamento”, diz José Gomercindo Cunha, explicando que além do mel, existem outros produtos apícolas como pólen, própolis e geléia real.

Georreferenciamento - Durante o 18º Congresso Brasileiro de Apicultura serão apresentados também os resultados do Programa Nacional de Georreferenciamento da Apicultura.

Segundo o presidente da CBA, o programa será uma das ferramentas para preparar a apicultura brasileira para a rastreabilidade, que em breve será exigida pelos países importadores da União Européia.

“O Programa Nacional de Georreferenciamento (PNGeo) vai nos preparar para atender essa exigência num curto espaço de tempo”, diz José Gomercindo Cunha.

Ele explica ainda que PNGeo propiciará também a criação de um cadastro nacional de apicultores e será uma das ferramentas a ser utilizada na sanidade apícola, “um compromisso com a segurança alimentar”.

Fóruns - Além de reunir apicultores, pesquisadores e estudantes de todo país, o 18º Congresso será palco para grandes fóruns nacionais. Um deles será a reunião da Câmara Setorial do Mel do Brasil, que normalmente é realizada em Brasília. “Em 2010, a Câmara se reunirá apenas uma vez e essa reunião será em Cuiabá, durante o Congresso”, diz Cunha.

Também estão programadas reuniões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), dos gestores dos Projetos de Apicultura e Meliponicultura do Sebrae, da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) e assembléia geral da CBA (Confederação Brasileira de Apicultura), com eleições para presidente e diretores da entidade.

Produção e exportação - Metade das 50 mil toneladas de mel produzidas no Brasil foi exportada em 2009 – a outra metade é vendida no mercado interno. “Foi a maior e melhor (em preço) marca do país em todos os tempos”, afirma Cunha.

Os maiores importadores são Estados Unidos e união Européia. No entanto, CBA, Apex e Abemel se uniram na criação de um programa de prospecção de novos mercados, que prevê a participação em feiras internacionais, principalmente de Dubai, França, Rússia e China.

“Este programa permitirá com que o mel brasileiro deixe ser apenas uma commodity e se transforme em produto acabado, com agregação de valor. Nossa proposta é exportar mel orgânico, com indicação geográfica e denominação de origem. Ou seja, o mel já processado e em potes pequenos e não em tambores de 300 kg, como é feito atualmente.

Fonte: Jairo Pitolé Sant’Ana –

www.congressoapicultura2010.com.br

segunda-feira, 5 de abril de 2010


Instrumento israelense diagnostica doenças em 20 minutos


Um novo instrumento eletrônico israelense, o “Medex-Test”, semelhante a um “lápis”, permite diagnosticar doenças através de exames em 20 minutos. O “lápis” opera com um eletrodo em um dedo da mão e outro em um dedo do pé do paciente e, ao ser conectado ao monitor de um computador, informa ao médico, graficamente, sobre o funcionamento do sistema circulatório, respiratório, imunológico e sobre a espinha dorsal, entre outros. O “lápis” que detecta doenças ou sintomas é de pequenas dimensões e sua aplicação não provoca dor. O equipamento, que custa entre US$ 7 mil e US$ 15 mil, foi inventado pelo médico Alex Kanevsky, e pode ser operado por um técnico ou uma enfermeira, mas a interpretação dos gráficos deve ser feita por um médico. O aparelho pode ser usado sem risco de radiações em crianças e mulheres grávidas. A invenção, aprovada pelo Ministério da Saúde de Israel, integra princípios de neurologia, reflexologia e fisiologia patológica. O “Medex-Test” já está sendo usado em hospitais e clínicas particulares de Israel e o custo de um tratamento com o novo equipamento varia de US$ 70 a US$ 120. Além da vantagem de proporcionar um diagnóstico rápido, o equipamento permite ao paciente economizar a quantia que gastaria para fazer exames médicos convencionais.


Meliponicultura, criação de abelhas nativas sem ferrão

AS ABELHAS SEM FERRÃO

Tradução livre de: http://api.ning.com/files/8M4kUDkSZlV7iUg2aIvl0qqoLlPb2WYOrvW*KDfESBwFpy5mImdOkfGY7iLPJMg1WqZoeVEZWoGMPhCoHitrPUCO-leVTRAA/MeliponiculturaCrianzadeAbejasNativas.pdf


As abelhas sem ferrão são abelhas sociais ou meliponídeos da subfamília Meliponinae, que vivem em colônias permanentes, como as abelhas européias (Apis mellifera). Eles são um grupo de abelhas nativas na América do Sul, Ásia Central, África e Oceania.

(Meliponídeos: Família de insetos himenópteros representada pelas abelhas sociais encontradas tipicamente nas regiões tropicais do mundo. São conhecidas como abelhas indígenas, ou abelhas sem ferrão, por terem esse apêndice muito atrofiado.)

Há mais de 500 espécies de abelhas sem ferrão, variando em tamanho de 2 milímetros de comprimento, no gênero Trigona, até até 2 cm nas Meliponas, um comprimento semelhante ao das abelhas europeias (Apis mellifera).

As abelhas sem ferrão possuem diferentes comportamentos e adaptações que lhes permitem se reproduzirem e se desenvolverem, sobre extremas condições ambientais, em florestas secas na região. Elas nidificam em cavidades que encontram disponíveis (buracos em árvores ou paredes, ninhos abandonados de outros seres vivos ou insetos), e em locais expostos. A entrada do ninho é característica de cada espécie: pode ser desde um tubo reto, até um orifício onde só cabe um abelha.

Abelhas que não ferroam

Essas abelhas são caracterizadas por terem um ferrão atrofiado (não funcional) e, portanto, não ferroam. No entanto, embora estas abelhas não ferroem por não possuir ferrão, possuem mecanismos de defesa: mordidas, segregação de substâncias cáusticas e irritantes para os olhos e orelhas, etc

MELIPONICULTURA

É a atividade de criação de abelhas sem ferrão, ou meliponas, é denominada Meliponicultura. Algumas regiões da América Latina tem uma importante tradição nesta atividade, como é o caso do noroeste brasileiro, a península de Yucatan (México) e outros países da América Central, onde grande parte dos conhecimentos tradicionais - muitos das quais remontam aos tempos pré-hispânicos - foram preservados, junto com as populações de abelhas, apesar da influência de fatores culturais, ambientais e econômicos adversos.

Em cada região há espécies de abelhas sem ferrão adaptadas às condições locais e do potencial para seu aproveitamento. A produção de mel varia de acordo com a espécie de abelha e época do ano em que coincide com a floração da diferentes espécies de plantas nas florestas secas do Equador e Peru. Há abelhas nativas produtoras de pólen como a Trigona spp, abelhas produtoras de mel e pólen como a Geotrigona spp. Abelhas facilmente domesticáveis como a Scaptotrigona spp. E a Melipona spp que estão altamente ameaçada pela introdução natural no continente americano das abelhas africanizadas que concorrem por espaço e alimento com as abelhas nativas.

MEL DE OURO

O mel destas abelhas são geralmente,

mas líquido que o da Apis mellifera,

cristaliza menos, tem uma utilização

maior para fins medicinais

que alimentícios. A produção em quilos,

por colméias é 4 o 5 vezes menor que

das abelhas do gênero Apis. Embora não

tenha um mercado consolidado, todos

concordam que o mel destas abelhas valem

muito mas que o de Apis Mellifera.

Alguns dizem que vale 3 vezes mas,

outros 10 a 12 vezes e até 50 vezes mas.

A Apicultura é a atividade agropecuaria que trata da criação das abelhas Apis mellifera.

A Meliponicultura trata da criação de as abelhas sem ferrão o meliponídeos. Os meliponídeos estão classificados em três tribos: Meliponini, Trigonini e Lestrimelitini.

PRODUTOS E SERVIÇOS DAS ABELHAS SEM FERRÃO

A meliponicultura se caracteriza por ser uma atividade economicamente viável, muito simples e de fácil execução e manutenção, tanto no perímetro urbano quanto no campo. Algunas de suas vantagens são:

· Baixo custo de execução, manutenção, equipamentos e insumos. Pode-se começar obtendo-se colméias diretamente do seu habitat para posteriormente, multiplicar-se em cativeiro; requier poucas ferramentas para manejo e pode-se utilizar materiais locais para a construção de colméias e meliponários;

· Baixo investimento em tempo e mão de obra; o cuidado do meliponário pode ser realizado por qualquer membro da família;

· Fonte de renda complementar que interage com outras atividades produtivas;

· Docilidade e fácil manejo. As colméias podem próximo a casa sem nenhum risco;

· Preserva o ambiente, além de prestar serviços ao agroecosistema através

da polinização, e

· Produtos reconhecidos, com grande procura local e preço elevado.

Um potencial muito importante da meliponicultura é sua utilização na polinização direcionada a cultivos.

Alguns benefícios agronomicos da polinização incluem, entre outros, o melhoramento da qualidade dos frutos e incremento a produção. As abelhas em ferrão contam com diversas vantagens que as tornam mais procuradas para seu uso na polinização de algumas culturas, dentre as quais se destacam: a) sua capacidade de trabalharem sob condições adversas sem representar riscos para os operários; b) as rainhas fecundadas não podem voar, de modo que não se presenta a enxameção evasiva (estratégia utilizada pelas abelhas africanizadas para abandonar o local onde está estabelecido o seu ninho e migrar para outro lugar, em resposta e condições ambientais adversas ou a qualquer coisa que ameace a sobrevivência da colônia, e c) são resistentes aos parasitas e enfermidades que atacam a Apis mellifera.

IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA DAS ABELHAS SEM FERRÃO

Devido a sua biodiversidade, sua grande abundância nas florestas tropicais e por ação que co-evolucionaram com a vegetação local desde o Período Cretáceo, as abelhas sem ferrão são imprescindíveis para a polinização de vários ecossistemas tropicais, como as matas secas. Devido a seu comportamento espécifico de pousar na flor enquanto vibram os músculos sem mover as asas, as espécies do gênero Melipona são importantes para a polinização e conservação de certas árvores e plantas indígenas que somente assim podem ser polinizadas e propagadas.

A introdução das abelhas européias nos países da América teve um efeito negativo quanto a sobrevivência das abelhas nativas ou meliponídeos já que competem em muitas ocasiões diretamente pelo néctar e pólen de uma mesma família de plantas. Estes efeitos negativos foi intensificado com a invasão no nosso ecosssistema das abelhas africanas que ao cruzarom as abelhas européias deu origem a um híbrido muito agressivo que se adapta a todo tipo de meio-ambiente e obtem sua alimentação de uma maior número de espécies vegetais.

REVALORIZAÇÃO DA MELIPONICULTURA NO NORTE PERUANO

No Peru o aproveitamento dos produtos que produzem estas abelhas se dá desde épocas pré-incaicas, os mochicas (civilização Moche) utilizavam seu mel para tratar certas afecções estomacais e oculares como a catarata, tratamento pós-parto das mulhes e como alimento. Foi a partir da introdução da abelha européia pelos espanhóis que começaram a deixar de lado o consumo do mel de meliponídeos. Recentemente os meliponídeos tem sido revalorizados como eficientes agentes polinizadores de plantas autóctones (Dicionário Aurélio: “Que é oriundo de terra onde se encontra, sem resultar de imigração ou importação”) e portanto estão na lista de fundamentais na propagação e conservação de espécies vegetais.

O mel que produzem os meliponídeos é conhecido no Peru como “mel de pau” e sua produção continua hoje em dia somente em algumas zonas da selma e costa norte peruana. Atualmente os meliponídeos são criados racionalmente (me caixas especiais ou colméias) em algumas zonas da região de San Martin e Junín. Em outras regiões do Perú seu aproveitamento só se dá de uma maneira irracional, já que para se obter o mel, muitas vezes, destóem as árvores nas quais vivem estes insetos.

No Peru tem-se publicado pela primeira vez sua criação racional na região de Tumbes e Lambayeque, porém os meliponicultores (assim se conhecem as pessoas que se dedicam a sua criação racional) atravessam um série de dificuldades econômidas que ameaçãm a conservação destas abelhas e suas matas. Eles precisam capacitar mais habitantes para ensiná-los o manejo racional destas abelhas e fazê-los entender a importância que desempenham estas abelhas na conservação da vegetação da matas secas. E que existe uma relação de interdependência muto estreita entre uma e outra espécie (inseto e vegetal) que se pode medir o grau de desordem num ecossistema em fazer somente um registro das espécies de meliponídeos que se encontram nesse ambiente. Ao desaparecer uma espécie de meliponídeos, desaparece uma especie vegeral, já que muitas vezes algumas plantas só tem um só tipo de polinizador que permite produzir suas sementes. Da mesma maneira se deseparecem de um ecossistema alguma espécie de planta, devido ao corte indiscriminado, estas abelhas se acham sem seu alimento principal – o néctar e o pólen – e terminal por extinguir-se. Por isso a capacitação da população das comunidades das matas e das regiões de Lambayeque, Piura e Tumbes é crucial para deter o corte indiscriminado de que são objeto as alfarrobas (Prosopis juliflora), huarangos (Prosopis limensis), hualtacos (Loxopterigium huasango) e outras espécies que fornecem alimentos a estas abelhas que depois o convertem em mel. Outro elemento importante a considerar na prática da meliponicultura é o alto preço que chega a alcançar este mel – entre S/. 30.0 e S/. 40.0 (Sol Novo é a moeda oficioal do Peru – S/.) o litro – e considerando que algumas espécies de meliponas podem produzir até 15 litros ao ano por colméia, o aumento do ingresso habitante se torna sumamente atrativo.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:

- LEISA Revista de Agroecología, vol. 21Número 3. Animales menores: un gran valor.

- Aguilar Monge, Ingrid. El Potencial de las Abejas Nativas Sin Aguijón (Apidae: Meliponinae) en los

Sistemas Agroforestales.

- Lau C., Jose Alberto. La revalorización de la meliponicultura en el norte peruano.

(yuinmeng@yahoo.com)